Por trás de uma grande marca existe sempre um grande produto

Por trás de uma grande marca existe sempre um grande produto

Na vida humana, as pessoas vão e as marcas ficam. No mundo dos negócios, algumas empresas deixam de existir e as marcas também ficam, ou seja, permanecem na lembrança dos consumidores através dos seus produtos e de sua maneira de atuar. Quando nasci, ele tinha quarenta e três anos de idade. Era calado e muito reservado. Uma pessoa correta, justa e sem grandes ambições – vivia uma vida tranquila. Gostava de caçar, de passarinhos e de ler aqueles livrinhos policiais.

Se fizessem, na época, uma enquete com as pessoas que o conheciam, indagando a respeito de sua maior característica, certamente ganharia a de gostar de servir aos outros. Deixava de lado o que estivesse fazendo para atender a um chamado – de quem fosse.

Convivemos por trinta e dois anos. Partiu desta vida há treze e deixou sua marca para mim, para a família e para os amigos. Estou falando do meu pai, que, embora reservado e de pouca conversa, deixou o seu nome. Ele é uma marca.

Na vida humana, as pessoas vão e as marcas ficam. No mundo dos negócios, algumas empresas deixam de existir e as marcas também ficam, ou seja, permanecem na lembrança dos consumidores através dos seus produtos e de sua maneira de atuar. Quem não se recorda de marcas como Mesbla, leite Cilpe, refrigerante Frateli Vita, sorvete Maguary, Canal 2, entre tantas outras que ainda são citadas nas pesquisas de recall realizadas pelos diversos institutos.

Uma empresa, de qualquer segmento econômico, não inicia suas atividades com o intuito de formar a marca; ela começa preocupada em produzir ou comercializar um bom produto ou serviço e gerar resultado. A marca vai se consolidando com o passar do tempo, por intermédio da qualidade do produto e dos serviços oferecidos aos consumidores. É através do atendimento das necessidades das pessoas que se fortalece uma marca. Dificilmente um consumidor vai adquirir a primeira marca que aparece simplesmente porque fizeram uma boa propaganda. Aliás, não adianta fazer uma boa divulgação se o produto ou o serviço não corresponder às expectativas das pessoas.

O poder das marcas é crescente porquanto vivemos num momento de muita competitividade, no qual as empresas oferecem produtos e serviços cada vez mais parecidos, utilizando-se de mesma tecnologia e ofertando preços similares. Daí, a necessidade de se investir na marca como elemento de crescimento e perpetuação do negócio, carregando com ela os atributos da empresa. Nos dias de hoje, a marca é um ativo intangível de muita valia para as organizações empresariais.

A pesquisa Top Marcas do Jornal Vanguarda procurou identificar, de maneira espontânea, as marcas que os caruaruenses mais gostam. Não está em jogo a participação no mercado, e sim a marca do coração. O verbo gostar, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda, significa “… ter afeição, sentir simpatia, aprovar, julgar bom, causar prazer, agradar…”. Entendo, então, que não deve haver recompensa maior para uma empresa que investe no trabalho do que saber que seu produto ou serviço é o querido pelo público. Se o consumidor gosta, ele só não compra se não puder.

José Augusto Mendonça – Economista, Consultor de Empresas, Diretor da JM Consultoria & Pesquisa.