Expressão muito utilizada nos dias de hoje por empresários, executivos, gestores de uma maneira geral, trata-se de um instrumento visual para monitorar os resultados que se deseja melhorar.
Uma verdadeira febre. Quadros e banners fixados nas paredes com as metas a atingir e os números alcançados pelas áreas da empresa. A intenção é que as informações sejam apresentadas sem a necessidade de esforço de interpretação por parte dos gestores: é olhar e entender!
Ferramenta que, indiscutivelmente, contribui para a gestão das
empresas, uma vez que o apelo visual lembra a todo instante o confronto entre o desejado e o alcançado e estimula a busca pela melhoria.
Os dicionários da língua portuguesa, quando consultados, dizem
que gestão é “gerência” ou “administração” e que vista é “ato ou efeito de ver” ou “tudo o que a vista alcança” ou ainda “o que se vê”. Logo, podemos entender que gestão à vista é a administração pelo que se vê.
Até aí, tudo bem. O exagero é administrar uma empresa exclusivamente por painéis, quadros e gráficos.
Cabe ao empresário, executivo ou gestor (privado ou público) sair da sala e conhecer o que está se passando ao redor de sua empresa ou de sua área de trabalho.
Se você tem ou trabalha numa indústria de medicamentos, por exemplo, passe nas farmácias e conheça a disposição de seus produtos nas prateleiras.
Olhe os preços. Pergunte ao balconista sobre o seu produto e ouça a opinião dos consumidores.
Veja como se comporta o seu jornal nos displays das bancas de revistas.
Converse com os leitores e com os funcionários da empresa. Acorde cedo e acompanhe, um dia, a distribuição dos periódicos.
Use o poder de sua vista para conhecer como funciona a sua empresa.
Faça companhia ao motorista de sua transportadora numa viagem para entrega de mercadorias. Veja as estradas, o trajeto, as dificuldades da operação.
“Olhe em volta. Absorva como uma esponja”. Esse é o conselho do presidente mundial da Nike, Mark Parker.
Não despreze as metas e os indicadores apresentados nos gráficos de gestão à vista, mas considere, sobretudo, o lado de fora dos escritórios.
O mundo real tem muito a oferecer e colaborar na administração do negócio.
José Augusto Mendonça
Revista Algo Mais, Ano 7 – nº 83 – Fevereiro / 2013